terça-feira, 25 de novembro de 2014

exercício chauvinista

blusinha decotada no corpo da putinha

peitinhos duros farois acesos

& dedos fugindo da sandália

sorrisos brilhantes tem a putinha

tem cáries de tanto chupar pau

chama as amigas pra cerveja

as bibas pras drogas

e faz ar de pasmada quando tenta se apaixonar

não sabe ingles

ignora quem seja bach

prefere não beijar clientes

abortou 3 ou 4 vezes

bebe gim

enche a cara

ri

fala alto

gosta do cheiro de xana que exala

um dia quebrarei a cara da putinha

não por chauvinismo

mas por achar que ela é mais feliz que eu

farewell, vaarwel

por um breve lapso de tempo pensei que seu corpo fosse meu
por um breve lapso de tempo não pensei
& passei dias & noites
adormecido nos seus braços brancos & pintados
talvez fosse o dia talvez fossem as horas
talvez fosse a fala ou o anel de interdições
mas quando abri os olhos
quando apontei o dedo
você pôs a roupa & foi embora

terça-feira, 7 de outubro de 2014

lírico


talvez tenha sido o sonho
esse sonho de vila & sossego
passos lentos

& monotonia na alma
que tenha deixado tão longe a expectativa do corpo

& aproximando sorrateiramente erupções, coágulos, corrimento & todas as diseases cardíacas & mentais
impossível não notar que só seu sim faz sentido quando me sento  ante aos exercícios diários

que me deleitam

deploro todas as exigências de seu cu: RG, foto, fator Rh

deploro mais as ausências os silêncios & esse sono, sono que me abate & me deita

 

beleza
ali logo mais abaixo há um desvio

onde escondo todo meu lirismo

domingo, 21 de setembro de 2014

Despeito

Sobre você não penso boas coisas
Conheci a dor catei cavaco lustrei panelas
Por isso arrumei a papelada registrei cada xingamento
Chamei a polícia
Joguei as chaves
E entrei dentro do meu próprio cu

Aqui dentro é quentinho
E na terceira prega à esquerda
Deixei seu retrato
Esquecido
De propósito

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Goma de mascar

Pelas ruas o carros passam correndo
E eu sentado corro atrás do quando e onde que não se mostram tão fáceis quanto as mulheres dessas revistas que ficam coladas pelo desejo em sua forma líquida e viscosa
Não é fácil manter o equilíbrio
Aliás é foda manter o equilíbrio
Antes quebrar pratos e pernas
Mas voltar pra casa mascando vitória
Do que engolir o engano,  ignorar o engodo e engasgar com essa maldita goma que nao desce pela garganta

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

trap, Falle, val



não se passa impune pelo seu pau
pode-se contar até quanto quiser, um, dois, três, sete milhões
de estrelas piscando, putas parindo, machos dando
nada nesse mundo é capaz de suavizar o que foi concebido
como isca, alçapão, arapuca
agora fico eu a reclamar atenções fazer novenas assistir sentenças constituir comiserações
desconsiderando
a economia
o vale tudo
a hermenêutica
& mais três ou quatro sardas que você esqueceu ali na porta da casa
de propósito

só para eu sambar sobre elas

terça-feira, 5 de agosto de 2014

My own private barbarosa

contos de fadas não são para os fracos
todos os dias finjo que não crescí & fico fazendo meneios & firulas
para afastar as bruxas e fantasmas
que rondam & roldeiam por aqui & ali
nos cantos da existência. 
só posso dizer que aquela fada má muito má me fodeu: depois que abri os olhos & crescí nem o barba ruiva me pegou mais