virgem muito bem sexuada
calmante de doidos
doce cão dos infernos
trepo por todos trepo com todos
trepo com os trabalhadores
trepo com os coronéis
trepo com os almirantes de esquadra
trepo de todas as maneiras
com os turcos e os com os baianos
com o papa e o deão
até com o leproso de pouso alto
mas não trepo contigo!
nem adianta mafuás novenas cavalhadas
coma bosta fale nada
que viverás
acham-me em todo lugar
leviano e elevado até a primeira grandeza
a estrela que não acende suas manhãs
canto livre... de cantinho, beco, pequeno local onde pode se esconder... é um blog de pirações, textos poéticos e fotografias
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
hecatombe ou caetano sampler
oco do mundo muquifo da alma barraco do to be or not
contar tres dois um
& zerar ponteiros
em santa teresa
(adotar pedinte da ponte carlos é pedir demais
mas para que prudências ou perícias quando o tempo se reinventa?)
sentados no cume os empalados rezam aos corvos de prometeu
não prometem nem o fígado
fazem muxoxos & rebolam
sobre as intenções mal intencionadas
ou bem intencionadas
de falar alemão
de pensar holandês
de desenvolver sistemas
para foder
os planos de voar
por aí
& só parar em ushuaia.
seria preciso
outros seis dias
para um mundo que valesse a pena
quase seis mil anos
foram para o ralo
pelas pontas de seus dedos
pelo silêncio dos meus medos
& no entanto vc é a alegria da vida
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
jantar de ano novo
magen david
dia de leito
os cães latem a caravana não passa e a inundação na geórgia
deixou mortos e feridos
aquela estrela
(meu calcanhar de aquiles)
está agora anos-luz do campo de visão
talvez em marte haja outro pé braços costas
talvez em marte haja
porque por aqui perto não têm mais
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
verdades e mentiras

verdades não são ditas
idiota
sobretudo porque no las hay
também mentiras não existem
idiota
embora haja por ai
moedas não tem dois lados
assim como um mais um nunca dá dois
e se navegar não é preciso
muito menos o existir
há sempre as margens
os vãos
o puzzle que não encaixa
e a saudade doída do que éramos
há dias atrás
5 X 1
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
guest
voltar à casa
após as passagens
memórias apagadas na marra
cheiro da morte alí na fuça
cores que jamais terão brilho
a sobrinha ri
o sobrinho joga
a irmã cochila
eu
sem lugar nesse sem tempo
passo a perna
lanço um encanto
daqueles que faziam a mãe rir
e decido
pegar a estrada
após as passagens
memórias apagadas na marra
cheiro da morte alí na fuça
cores que jamais terão brilho
a sobrinha ri
o sobrinho joga
a irmã cochila
eu
sem lugar nesse sem tempo
passo a perna
lanço um encanto
daqueles que faziam a mãe rir
e decido
pegar a estrada
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