quarta-feira, 18 de junho de 2014

foda nosso 0x0 ou a copa do mundo é nossa


 
foda nosso 0x0 nada de mar do norte barba ruiva & intensidades. Então sorry: eis-me louco e doidivando divagando sobre os pelos que não enroscaram na garganta. invento outros placares conto novas mentiras enquanto a gente desacontece abruptamente por esses caminhos.

foda nosso 1x1 todos os mares & oceanos revoltos. Então: ueba eis de volta ao mundo nós os dois. dando bolas & pintas nas nossas risadas amarelas & cansadas. correndo & saltado pelos caminhos completamente satisfeitos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

vakantie



o dia passa a passos lentos
pesos & fardos depostos
nada no horizonte
nado até onde a vista alcança
cansada vista que já não avista nada nenhures ninguém aqui alhures além

nada que possa ouvir ou rever do que restou daquele pedaço porção fração de música ainda pálida amarelecendo as almas que tocavam aquele lindo instrumento que trazias entre as pernas & que as vezes se colocava a serviço soando alto & mais longe & as vezes não.

o sol hoje é mais forte
amanhã & depois ferverá
liquefazendo as nossas histórias
efêmeras & falsas & feias
histórias nossas

domingo, 15 de dezembro de 2013

barbarossa



o sol
inundou meu quarto canto & cesto
com seus raios
ainda mareado & um tanto cambaleante
solto três peidos
em homenagem à luz que surgiu inadvertidamente
nos quintos do meu céu

sábado, 2 de fevereiro de 2013

joão & o pé de feijão


joão subiu no pé de feijão & viu o gigante. tudo nele era grande, era imensidão,  vastidão sem fim nem início. como era lindo & forte. doce & gigantesco aquele gigante que olhou para o joão & estendeu-lhe a mão cheia de estrelas. joão, o bobo contemplou as galáxias. lócus onde nem norte nem sul existem há que se dizer. mas depois fechou o corpo. trancou a alma & desceu correndo pelo pé de feijão até cair de cara na terra vermelha que suja os pés dos joões bobos ou não. caiu, olhou para cima & viu dois pés enormes imensos 46 descendo pelo faseolo. não se fez de rogado. pegou serra, bigorna, chave inglesa, machado & pôs abaixo o que o elevava.

você vê aquelas montanhas ali filhote, onde as águas correm com força descomunal? serras cheias de árvores que tocam o céu de tão grande? é o gigante morto & deitado & se você encontrar esse joão, o do pé de feijão fuja, corra, se esconda, reze um terço, se apegue a um santo pois ele é pequeno, o desgraçado

 mas é malvado.

sábado, 8 de dezembro de 2012

siderações




sei muito bem com quanto paus se faz uma foda
além do meu consigo contar até não mais haver nem números
tamanha embarcação furada
(que adiantou o cálculo  nesse rim de merda que não sabe se soma ou desaparece
que adiantou a dízima que periodicamente lembrava as dobras sujas da tua cueca
que adiantou nos adiantarmos além da nossa nossa não da tua pálida  fuça?)
depois de ser mais dinâmica que a velha dupla depois de nadar  braçadas
léguas em muitos nós
eu morro de bruços ( viva!!! ) & sozinho
 meu cú jamais foi voltado pra lua

domingo, 24 de junho de 2012

unexpected gift


aquele bolero
dolorido
ainda faz sentido?
melhor sentar & esperar sorrir outro dia
assim que passar o inverno
o ano a década o século outro milênio
ele chega
com novidades & alvíssaras viscerais
vazias de nada grávidas de vácuo
como convém
aos céticos & aos dementes
merecidamente

segunda-feira, 18 de junho de 2012

un altro inverno


come era detto è tornato un altro inverno
e todos os tropeços estão ali na esquina
tranquilamente esperando os pássaros
que não voam baixo nessa estação
nenhuma outra aventura se aventura a descortinar-se
são tantos e mesmos os prantos de verônica
que sempre de novo repetem-se os velhos revezes
varíola varicela varicocele verrugas & você