contos de fadas não são para os fracos
todos os dias finjo que não crescí & fico fazendo meneios & firulas
para afastar as bruxas e fantasmas
que rondam & roldeiam por aqui & ali
nos cantos da existência.
só posso dizer que aquela fada má muito má me fodeu: depois que abri os olhos & crescí nem o barba ruiva me pegou mais
canto livre... de cantinho, beco, pequeno local onde pode se esconder... é um blog de pirações, textos poéticos e fotografias
terça-feira, 5 de agosto de 2014
My own private barbarosa
quarta-feira, 18 de junho de 2014
foda nosso 0x0 ou a copa do mundo é nossa
foda nosso 0x0 nada de mar do norte barba ruiva &
intensidades. Então sorry: eis-me louco e doidivando divagando sobre os pelos
que não enroscaram na garganta. invento outros placares conto novas mentiras
enquanto a gente desacontece abruptamente por esses caminhos.
foda nosso 1x1 todos os mares & oceanos revoltos. Então:
ueba eis de volta ao mundo nós os dois. dando bolas & pintas nas nossas risadas amarelas
& cansadas. correndo & saltado pelos caminhos completamente satisfeitos.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
vakantie
o dia passa a passos
lentos
pesos & fardos
depostos
nada no horizonte
nado até onde a vista alcança
cansada vista que já não avista nada nenhures ninguém aqui
alhures além
nada que possa ouvir ou rever do que restou daquele pedaço porção
fração de música ainda pálida amarelecendo as almas que tocavam aquele lindo
instrumento que trazias entre as pernas & que as vezes se colocava a
serviço soando alto & mais longe & as vezes não.
o sol hoje é mais forte
amanhã & depois ferverá
liquefazendo as nossas histórias
efêmeras & falsas & feias
histórias nossas
domingo, 15 de dezembro de 2013
barbarossa
o sol
inundou meu quarto canto & cesto
com seus raios
ainda mareado & um tanto cambaleante
solto três peidos
em homenagem à luz que surgiu inadvertidamente
nos quintos do meu céu
sábado, 2 de fevereiro de 2013
joão & o pé de feijão
joão subiu no pé de feijão &
viu o gigante. tudo nele era grande, era imensidão, vastidão sem fim nem início. como era lindo &
forte. doce & gigantesco aquele gigante que olhou para o joão & estendeu-lhe
a mão cheia de estrelas. joão, o bobo contemplou as galáxias. lócus onde nem norte
nem sul existem há que se dizer. mas depois fechou o corpo. trancou a alma
& desceu correndo pelo pé de feijão até cair de cara na terra vermelha que
suja os pés dos joões bobos ou não. caiu, olhou para cima & viu dois pés enormes
imensos 46 descendo pelo faseolo. não se fez de rogado. pegou serra, bigorna, chave
inglesa, machado & pôs abaixo o que o elevava.
você vê aquelas montanhas ali
filhote, onde as águas correm com força descomunal? serras cheias de árvores
que tocam o céu de tão grande? é o gigante morto & deitado & se você
encontrar esse joão, o do pé de feijão fuja, corra, se esconda, reze um terço,
se apegue a um santo pois ele é pequeno, o desgraçado
mas é malvado.
sábado, 8 de dezembro de 2012
siderações
sei muito bem com quanto paus se faz uma foda
além do meu consigo contar até não mais haver nem números
tamanha embarcação furada
(que adiantou o cálculo nesse rim de merda que não sabe se soma ou
desaparece
que adiantou a dízima que periodicamente lembrava as dobras sujas
da tua cueca
que adiantou nos adiantarmos além da nossa nossa não da tua pálida
fuça?)
depois de ser mais dinâmica que a velha dupla depois de
nadar braçadas
léguas em muitos nós
eu morro de bruços ( viva!!! ) & sozinho
meu cú jamais foi
voltado pra lua
domingo, 24 de junho de 2012
unexpected gift
aquele bolero
doloridoainda faz sentido?
melhor sentar & esperar sorrir outro dia
assim que passar o inverno
o ano a década o século outro milênio
ele chega
com novidades & alvíssaras viscerais
vazias de nada grávidas de vácuo
como convém
aos céticos & aos dementes
merecidamente
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