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domingo, 28 de agosto de 2016

shoaishaoihsoaihsoaihsa


aquela curva não é fácil contornar. com atenção mastigo a matemática, a geografia e algumas coisas que não se põem na boca. altero a rotina e arranjo cabeças para passar o dia incólume ao seu lado sem esboçar sono ou desejo. as pessoas marcham impunemente e eu a carregar sacolas de orgulho ferido e quilos de nacos de mim. fardos de minha existência curta e desprezível caem aos trancos que a sacodem. reparei nas suas palavras alegres comemorando o meu vazamento e na sua alegria ao ver o meu vazio, oco e sem nada. nunca atentei para o seu poder de destruição. ou: eu titânico me pensava sem nem perceber o verme que se configurava ante a sua tirania.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

olhei pelo lado mais fácil



Olhei pelo lado mais fácil. Difícil foi por no lápis tantos lapsos e descuidos mesmo sabendo matemática e cálculo diferencial. Precisei contar nos dedos até não ter mais dedos e perder a conta para ter coragem, nadar contra a corrente e remar de volta ao nada subindo o rio contornando alguns desastres reais ou aparentes. Outros, como as pedras, seu nome e a cor mais linda do mundo me foram impossíveis. Por isso me encontro nesse estado de quase coma enquadrado na moldura de seu desejo que tem os ângulos mais bonitos que eu já observei. De olhos abertos. De olhos fechados.


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