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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

não é por falta de adeus


Não é por falta de adeus que eu te abandono definitivamente pela décima vez.
Deve ser o décimo terceiro bye que dou aos seus olhos e às suas gordurinhas localizadas que mal escondem porquê você prefere G a M.
Deve ser o décimo quarto décimo quinto tchau que dou ao seu desprezo que despreza o próprio desejo que esfrego nessa cara branca caucasiana de aspecto bem vil.

Perdi tempo em Veneza visitando a sua casa.
Ao centro da cidade raramente vou.
Você não pinta na Cogel-Osyslei há séculos.

Você ouve Raoul mas sufoca a vertigem quando abro meus braços e te ordeno venha e viva as delícias dos uhs e ahs e ohs que estão impregnados ai nesse dente encavalado nessas enureses noturnas nessas suas neuroses diurnas.


Em homenagem à tua cara de nada não meterei agora o dedo em seus medos
mas deixarei a lista dos palavrões que te definem
para dar um sentido
ao meu
sim


domingo, 2 de outubro de 2011

gigante

grande a não caber em meus braços
vastidão de histórias fortes & fonte de poucas tragédias
como cabem a você & aos curdos
que se escondem nas montanhas
teus pés são ganchos do tamanho do mundo
mãos que nem brabo ousaria atirar por antuérpia que você não compreende
corpo descomunal meu abrigo minha medina
para este tamanho todo o que será suficiente?
olho o mundo atravez de suas montanhas
não a dos curdos
mas por entre estas que beijo lambo & adentro
buscando o mar da tranquilidade
para pousar a nave 
& meu desejos

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

mairie

curiosamente a vida segue em passos largos. lá em londres com mais pés
em atuérpia com mais alma em brno com mais vagar.
vagamente me lembrei de você.
o que se sabe é que após dores intensas & cólicas renais um outro olhar cruzou o meu. talvez tenha sido o do fantasma do père lachaise. ou de gente mesmo com rg & contas a pagar com sorriso intenso e larga seriedade. uma espécie de desejo nascendo em francês. não foi em assis (onde sepultei meus pais & desenterrei meus pés). nem em paris. mas alí logo abaixo nesta terra de espigões aqui perto na boca do vale na beira da avenida na vulva da cidade.
voltei renascido. a pé mesmo. para casa.

4be

segunda-feira, 13 de junho de 2011

férias frustradas


nem o rio amstel
tampouco dam & outras praças
rembrant
jonas daniel meijer
meester visser
nenhum café louco & benfazejo
sequer espiadela no pathé só pra ver onde se dirige o desejo
...
nem o rio scheld
e sua marmorra onde meu coração adormece
nada de grote markt & seu brabo
nada de descer linda
pela nationalestraat
& dar pinta na meier
nenhuma carinha cult
nenhuma carinha de anjo
putto & barroco
nenhum artista esculpindo sua pedra
de janela aberta ouvindo jacobus clemens non papa.
...
& tantas outras planejadas aventuras
por frankfurt
& talvez milão
mas não estava no mapa
ficar no meu canto sem você

domingo, 20 de fevereiro de 2011

fidélio


pombas-gira gorjeiam sobre o varal mal disposto


pombas-peru de antuerpia limpam o bico no mesmo varal


periquitos & rouxinóis recolhem as sujeiras deixadas pelas araras


que aleardearam alvíssaras.


indiozinho pataxó dá as mãos para um terena


que embrulhadinhas em folhas de bananeira


são assadas ao ponto


porque índio quer apito


& o pau comendo.


em outra praia pascal medita & dorme


vomita uma babinha metafísica


boa para fazer papa de calopsita e vestidinho de bispo.


o passaredo todo alardeia a ideia mais despropositada


fazer propósito e não ser nem andorinha


muito menos galinha


dangola

índia ou


carijó.


ciscar por ai:


never more


nem sobre o busto de palas athena


nem sob as botas do gato de napoleão


nem atras das cortinas do municipal


tampouco na sua frente na sua cara.

pombinhas da paz fazem cocô nas estátuas congeladas do tempo


cagam florezinhas da paz


inutilmente


as pombinhas da paz


se cagassem tréguas soltaria rojões em seu e em meu nome


moraríamos juntos


e estrelariamos comercial de margarina maionese ou mingau de aveia


mostrando pra todo mundo os dentes mais brancos


e as cores mais vistosas


que o amor pode proporcionar.

domingo, 28 de novembro de 2010

estilhaços


pernas em bangladesh

órbitas oculares vazam seus liquores ladeira abaixo em olinda

vendedores bêbados gritam e vendem dentes arrancados ali mesmo

coelhinhos fofos fuçam nos pedaços de fígado que jazem nos canteiros

pintos em paris marcam seus passos pela bastille perto da nova ópera

alguns narizes jazem acolá de saint niklaas klerk aspirando horror e desejo

& os cus

por toda parte cus & cus baixos procuram proteção entre os carros

que quase não existem por mais que passem pela amerikalei

um prê assoa a alma um tapete cheira a curry

correria pela paulista

chuva de grãos atingem as testas & vidraças

o mundo todo se despedaça

você vira a bunda

& caga

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

lugar livre


plaats vrij é um lugar livre em vlaamse ou flamengo, que é simplesmente o holandes falado em flandres, bélgica. a liberdade nos países baixos é impactante. pensada e praticada, ela deve irritar muito os conservadores, os fundamentalistas, os ortodoxos e os reacionários. portanto aqui serão emitidos juízos q também pretendem aporinhar a canalha. q a anarquia nos una!