segunda-feira, 28 de março de 2016

filosofias


 

Kem qui sta cu ouvido ta ouvi kem tem coração fazi gó

Passaria dois três dias argumentando pra mim mesmo que mesmo sem sentido algum sentido há de haver sentido desses que se sentem e se ressentem sempre quando se dedica todo esse tempo em torno de argumentações constatações cálculos integrais inúteis após goladas de gim e miríades de boladas no céu da boca que era tua e hoje jura não mais never more de ser de mais ninguém mesmo porque alguém me disse que tu andas meio assim pelo mundo trilhando estradas e ruelas que eu também cruzei a pé enquanto você nem existia nonada.

Por isso essa onda essa vaga que me afoga enquanto te afaga essa foda empatada por algumas antipatias e o infinito de afinidades que de tão a fins nos afastam e nos preservam como cerejas e o caralho em conservas

E mais nenhum outro tremor há de trazer a experiência da consciência do bla bla bla no lugar de aporias que ultrajam o bom senso mas aproximam os corpos do traçar dos planos cartesianos embora haja tanta arbitrariedade nos desejos

Pondo filosofias de lado,  cadê minha cueca?
 
 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

relatividade


Naquela noite salgada quando eu lesma me derreti por você a moldura do tempo se curvou fazendo ruídos lançando faíscas mas depois se contorceu toda dando perdidos aos meus pedidos de again de novo

Onde foram naquela hora parar meus olhos-antenas que enxergavam tudo claro & definido qual receptor digital mas se enganaram quando eu quis deixar agendado duas páginas & um livro para jogar o mundo todo a teus pés?

Agora molho os dedos de quem me olha com desejo eu gosma-cósmica escorro pelas ruas saudando fenícios & caldeus torcendo para que urgentemente nossas paralelas se encontrem no infinito que se curva para ensejar outros momentos de grude & derretimento ruídos faíscas  torções perdidos & agains

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

de filosofia e de infernos astrais



falando de filosofia e de infernos astrais não entendi porque você enfiou deleuze no meu cu enquanto eu me apaixonava. fiquei matutando 3 minutos e deixei ele lá quietinho acomodado e olhei pra você com tanta raiva que você arrepiou. disse raiva. por isso compreendi porque você atirou em minha direção seus desejos de ferir as bestas e as feras que te cheiram como eu cheirei seus ocos sovacos ovas e sabonetes .  não desviei de propósito vestidinho de alvo e mira. pomba e prato. por amor e pronto. parei  para ver melhor pensar um pouco pesar mais os prós. deu 5 quilos de linda e pura e vã esperança. parei de novo. espera. toma teu deleuze. tá um pouco sujo.  sorry.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

doce


pe pe pensei em várias palavras para ver se facilitaria elas caírem à boca tombarem do palato  se foderem na língua e pá pintarem o seu mundo com as minhas tintas e cores mas eis que pinta um engasgo um trupico o caralho exigências de legendagem: os carinhos que posso te dar incluem cavalares doses quase diabéticas de afetos pois nunca escondi que sou afeito a fazer doce. mas quem anda exagerando no açúcar é você e eu fico todo mole melado em  ponto de bala e completamente abobado

 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

dias e dias


Há dias sem você e há dias com panquecas
Dias pequenos que de repente se avolumam

Pela carne que não é a tua pelos dentes que também não são teus
Nos dias de panquecas as horas são livres o mundo é redondo e os homens ainda aprenderão

Nos dias sem você
3 mortos na baixada
Policia prende 4 e mata um
Black blocks  barbarizam na cidade
Zyka causa mais doenças do que o já sabido
Tempestades são esperadas na região sul da cidade
...

domingo, 24 de janeiro de 2016

sem essa, macalé



sem essa macalé

pensei em te mandar uma merda qualquer um rabisco um cisco um mal me quer

ainda não desisti mas também nem enviei

travestido de resistente

rapidamente recolhi as frases todas desenhadas a  carvão e cal

foi meu cunho melódico e social que me pegou de jeito

e esse amargor na boca esse dó de peito

é só bilis

e expressão cordial


dedos fingers vingers Finger



aquele que nunca enfiou o dedo no cu levanta agora e anda três passos e põe porra porque não é fácil todo dia esse sobe e desce e sobe e de repente sabe que a vida passa assim tão rápido quanto uma dedada pode ser ou não ou sim ou não e sim ou mais o seu não que nem tem fim de tão cedo foi teu nem adeus que passo aliso enfio dedos meus todo dia bem cedo a desafiar os minutos segundos  dos teus medos