quinta-feira, 15 de março de 2018

Bye bye Manchester


Acordei com os braços doloridos

Como dizem os dados há 720 modos de existir mas somente 21 podem dar certo. Uns dizem numerologia outros acaso outros ainda dizem que nada dizem mas a dor nos braços incomoda mais do que o leque de probabilidades. As malas estão todas cheias de adeuses & coisas escondidas muitas ilegais outras ainda a enfrentar mas é a vida dançando pesada com seu passo de elefantinho drogado que acha que pode voar como aquele dumbo estúpido

As alegrias não couberam nas malas e ficaram na memória.

A escada é longa para descer
Outra maior para subir

Na plataforma homens se entreolham mulheres sorriem crianças choram cachorros latem pombas cagam. Como cagam as pombas meu Deus!

Meus braços

720 ônibus passaram em direção ao mundo e eu que deveria ter subido em todos pus-me a conta-los. Em conjuntos de 21. As vezes alternando de nove em nove para variar. Quando cansei bati em retirada. Minhas estratégias geralmente não passam da esquina.

Pensei que dormia mas era apenas meus braços que doíam enquanto meu corpo ia away por alí à esquerda

: bye bye Manchester até mais não ver






segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

blackstar

A sua frente sempre recebida em comissão de vivas e uias é linda confesso mas secundária.

Canto nesse versos o verso q te abunda enfeita e compõe. anima o mundo e me anima.

Maciez q sorvo com olhos lambo com a testa na esperança de festas e revoltas e revens.

Não revelo quem velo com meus cuidados herói da sala fantasia dos acusados irrupção da cor onde a dor não importa. nem a rima.


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

não é por falta de adeus


Não é por falta de adeus que eu te abandono definitivamente pela décima vez.
Deve ser o décimo terceiro bye que dou aos seus olhos e às suas gordurinhas localizadas que mal escondem porquê você prefere G a M.
Deve ser o décimo quarto décimo quinto tchau que dou ao seu desprezo que despreza o próprio desejo que esfrego nessa cara branca caucasiana de aspecto bem vil.

Perdi tempo em Veneza visitando a sua casa.
Ao centro da cidade raramente vou.
Você não pinta na Cogel-Osyslei há séculos.

Você ouve Raoul mas sufoca a vertigem quando abro meus braços e te ordeno venha e viva as delícias dos uhs e ahs e ohs que estão impregnados ai nesse dente encavalado nessas enureses noturnas nessas suas neuroses diurnas.


Em homenagem à tua cara de nada não meterei agora o dedo em seus medos
mas deixarei a lista dos palavrões que te definem
para dar um sentido
ao meu
sim


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Te vbiqve


Eu te encontro
Nos braços em que você me perde
E não são matches felizes e sossegados
São os que passam nas ruas e dizem olás e adeus com a tua naturalidade
Por isso esse cheiro
Essas marcas
Essas pintas
A tua ubiquidade me irrita
: Te vejo em toda parte
A tua ubiquidade me mata
: Te vejo em toda parte
A tua ubiquidade me frita
: Te vejo em toda parte


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Não Platão, não


duvido que você saiba a que veio
poucas palavras saem desta boca
mordida por dúzias de diferentes dentes
de gente boa e vagabunda que avança na comida e os sinais vermelhos
trastes que me substituem folgadamente nesses jogos nesses torneios
com menos dramas mas outros receios
antes dante e toda comédia do que o presente
pego dois livros teus só para rasgá-los ao meio
eros não pousa no que é feio





sexta-feira, 26 de maio de 2017

almost



esses pequenos nadas que você me dá despejo ali na esquina onde os meninos da molly house se divertem entre minhas dores e as suas próprias e assim fazem dinheiro e assim desisto de respeitar você e assim sigo e deixo-me passar pelos rios que me escorrem desviando das ilhas que irrompem em tentativas bem sucedidas de me rasgar. rogo que na próxima curva haja um mar e a liberdade. e alguma história a ser contada. para ninguém. obrigado.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

quem te viu, quem te vê

Quem te vê talvez veja como os dias podem ser bons e como pudendas bundas podem ser gostosas quando vistas de longe momento em que as lambidas são meros sonhos mas que podem virar a noite ali naquela esquina em que você se esconde.

Mas quem te viu de perto aprendeu a gostar desse seu mau gosto meio saborzinho de comida ruim bem baratinha que se encontra nos vales, parques e praças dessa cidade. Quem te viu de perto sabe exatamente o nome de seus desvios onde muitos se perderam nas curvas nessas que dancei ou noutras que levaram os incautos à deriva onde não há nem ilhas nem mar nem nada buraco negro onde se mete dois dedos e mais dois, depois goza e ali se deixa toda esperança escorrer pelo seu ralo. Quem te viu de perto vê os dias avançando e se arrastando por entre suas carnes moles, seus dentes tortos, suas pernas toscas onde os tios mijam e trocam impressões sobre o poste colando cartazes ao deixarem as mordidas nessas costas em que os presos marcaram os dias de foda e de espera. Quem te viu de perto, não vê mais nada: é só cegueira e destruição.